Porque hoje faz anos...
Ennio Morricone
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
Uma história

" Era uma vez um homem rico
Para enriquecer ele fez coisas más
Roubou um caixote do lixo a uma velhinha e depois vendeu-o a
ela com um dispositivo anti-roubo
Emprestou dinheiro e fez com que os homens que pediram
emprestado pagassem o dobro
Ele produziu trabalho pobre e tirava metade do que eles ganha-
vam e então eles pagavam-lhe para os manter pobres
Mas não se importava: ele era rico
Apenas uma coisa o preocupava
No fundo da rua vivia outro homem rico
O nosso homem sabia como ele adquiriu o seu próprio dinheiro e
disse para consigo
Esse homem deve ser tão perverso como eu
Então não confiava nele: dormia com uma pistola debaixo da
cabeça
Isso devia fazer com que ele se sentisse seguro
Mas não fez
A pistola ainda funcionava?
Onde é que as balas falharam?
Talvez o vizinho conseguisse rastejar como um gato e aparecer com
a sua arma para o assaltar
Então ele ficou sentado toda a noite a tentar manter-se acordado
com a cabeça inclinada sobre a pistola
Por vezes acordava com um movimento
Por vezes a pistola caía da sua mão e ele apanhava-a
precipitadamente
Certa vez viu uma sombra a rastejar na direcção da cama
Disparou
O trinco de segurança estava activo
Depois disso ele tentava manter-se acordado com o trinco de
segurança desactivo
Podiam vê-lo a inclinar-se sobre a boca da arma
Magro e cansado
Barba grisalha no queixo
A cabecear e resmungar e amaldiçoar o vizinho
O homem que sabia o que os ladrões eram porque ele era um
ladrão e que pôs a pistola debaixo da cabeça para que pudesse
dormir em paz
Vivia num terror
Uma noite disparou contra si mesmo "
Edward Bond
coros para depois dos assassinatos
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Omer Goldman

Esta bonita mulher de 19 anos encontra-se aqui retratada por estar presa. Razão da reclusão: Recusar-se a integrar as forças de defesa de Israel, mesmo tendo o seu pai sido número 2 da Mossad.
Eis alguns excertos da sua carta:
«O meu pai é Natalin Granot, um especialista em Irão que se demitiu de “número dois” da Mossad, em 2007, quando não o promoveram a chefe da principal agência de espionagem de Israel. Eu, Omer Goldman, 19 anos, sou uma pacifista e, hoje, regresso à prisão nº 400, numa base militar próxima de Telavive. Recuso-me a servir num exército que comete, todos os dias, crimes de guerra nos territórios palestinianos ocupados. Fui recrutada para o serviço militar obrigatório aos 18 anos, mas já no liceu eu decidira que não queria ir para a tropa. Assim que deixei a escola, e antes de me inscrever na faculdade, dei aulas a crianças pobres num bairro de judeus etíopes. Quando me chamaram, entreguei uma declaração aos oficiais onde afirmava: “Recuso alistar-me nas Forças de Defesa de Israel (IDF). Não farei parte deste exército que, desnecessariamente, pratica actos de violência e viola os mais básicos direitos humanos.” No dia 23 de Setembro, sem ter sido julgada, fui cumprir 21 dias de detenção. Fui libertada a 10 de Outubro, mas voltei para um segundo período, desta vez apenas de 14 dias, porque fiquei doente. Saí novamente em liberdade, na sexta-feira, dia 30 de Outubro. Estes ciclos irão repetir-se até que o exército se canse, porque eu não vou desistir.»
Esta mulher agradece a todos os que lhe queiram escrever.
Podemos mostar-lhe que estamos solidários seja em que parte do mundo for, enviando uma carta para aqui:
Omer Granot
Military ID 5398532
Military Prison nº 400
Military Postal Code 02447, IDF
Israel
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
O Tino Americano

«Samuel Wurzelbacher é daqueles tipos que vivem de apanhar boleias. Encosta-se a quem tem motor próprio e aí vai ele. Quando, amanhã, se falar nas presidenciais de 2008 - na eleição do homem mais poderoso do mundo -, ocorrer-nos-ão os quatro nomes dos pares democrata e republicano, e o dele. Quer dizer, o nome artístico de Samuel Wurzelbacher: Joe, O Canalizador. No entanto, Joe, O Canalizador, é um sub-Tino de Rans. Se bem se lembram, o nosso Tino saltou para a arena depois de um discurso que fez num congresso do PS. Joe, O Canalizador, nem isso: levou uma pergunta fisgada num bolso e soletrou-a perante o adversário Obama. Porque lhe dava jeito, McCain citou--o num debate e lançou-o para o estrelato. Tino de Rans teve um contributo social: pôs Portugal a escrever bem o nome da sua freguesia, Rans, não Rãs. Joe, O Canalizador, nem isso. Mas agora já tem um relações públicas, vai editar um disco e lançar um livro. A última vez que o ouvi já estava a perorar sobre Israel. Felizmente para ele, ninguém trazia um mapa fisgado no bolso e lhe pediu para apontar onde ficava o país. Nada pior na política porca que um pequenino amador.»
Ferreira Fernandes, D.N. 30/10/2008
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